Chegada esta época grande parte de nós já anseia pelo novo ano. Aquele que não será apenas mais um … será O ANO.

O simbolismo daquilo que será uma nova oportunidade para nós. O tão aguardado que nos vai permitir realizar tudo o que temos vindo a desejar e projetar durante este ano pelintra, ainda a decorrer.

 Será este o tal, o que nos trará tudo o que temos vindo a cobiçar no ano atual, no anterior, e em todos os últimos que temos na memória.

 “Este ano vou realizar todos os meus sonhos.”

Sem dúvida se aproxima uma data importante, o fechar de um ciclo, a mobilização e o empurrãozinho coletivo para algo melhor.

 Será este o ponto de viragem para mudar a minha vida, iniciar aquele negócio, mudar de emprego, cuidar mais de mim…

Enquanto tenho os meus sonhos estou feliz, porque acredito num amanhã melhor. Não um amanhã qualquer, o amanhã do dia 1 de Janeiro de 2017.

Mas será que uma data simbólica aliada aos meus sonhos é o suficiente para todas aquelas alterações e resoluções a que me proponho?

Não. Nunca será suficiente.

Pior do que isso, pode contribuir para acentuar a nossa labilidade emocional.

Ao acreditar em algo que não sei bem o que é, ou a forma de o atingir, o resultado provável será o regresso apressado aos velhos hábitos, e desta vez, com menos confiança ainda nas minhas capacidades, e problemas de autoestima.

Precisamos de sonhos. Mas muito mais do que isso, precisamos de OBJETIVOS.

Sonhos não são objetivos, sonhos não produzem a mudança.

Mas os objetivos têm um custo associado. Exigem de nós, gastam o nosso tempo, podem implicar despesas financeiras, obrigam-nos a sair da nossa zona de conforto e a enfrentar os nossos medos. Os objetivos implicam o estabelecimento de metas. Os objetivos não são concretizados no momento, demoram o seu tempo.

Um exemplo

Muitas das resoluções de ano novo se prendem com o “perder daquele peso a mais”.

Este será o nosso impulso para criar um objetivo.

O nosso objetivo tem que ser algo quantificável e realista. E a motivação para o realizar é apenas nossa.

Imaginemos então que pretende perder 15kg no próximo ano. Esta transformação já é um grande passo, já sabemos onde queremos chegar.

Apesar disso, é ainda muito vago.

Perder 15 kg quando? No primeiro mês? Nos dois primeiros?

Não vamos definir metas que estejam acima das nossas capacidades. Neste caso, que possam até colocar em risco a nossa saúde.

Podemos colocar então como metas perder 2kg por mês até atingirmos o peso pretendido.

 O resultado final será o mesmo, mas as nossas metas a curto prazo permitem-nos facilitar e orientar o nosso processo, sendo um importante feedback do nosso progresso e um forte fator motivador para que continuemos em direção ao nosso objetivo.

Isto é apenas um exemplo, muitas outras variáveis devem ser levadas em consideração neste processo, incluindo o seu bem-estar psicológico que poderá facilitar ou impedir a mudança.

Os objetivos dão trabalho.

Se este ano será efetivamente O ANO só dependerá de si. Se pretende perseguir os seus objetivos ou pelo contrário aguardar ano após ano pelas mesmas resoluções.

Não devemos também esquecer que de forma individual as coisas são mais difíceis de conquistar. Será uma mais valia procurar ajuda junto daqueles que o rodeiam ou junto dos profissionais mais indicados.

 E já agora, não se esqueça que 2016 ainda se encontra a decorrer e que as mudanças e as oportunidades operam no presente. Não deixe para amanhã…

 

Flávia Fernandes