A Fundação Santoinho foi homenageada no Brasil, no passado mês de março. Foram várias as entidades brasileiras, públicas e privadas, que marcaram presença neste grande momento para a instituição portuguesa: a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, a Casa do Minho do Rio de Janeiro, a Câmara de Petrópolis e o Museu Imperial do município.

Durante a cerimónia, foi aprovada uma Moção de Congratulações e Louvor pelo trabalho da Fundação Santoinho na preservação da identidade, da cultura e das tradições do Alto Minho. A iniciativa contou com a presença de Valdemar Cunha, administrador da Fundação minhota.

No discurso de agradecimento, Valdemar Cunha destacou “o papel que a Casa do Minho do Rio de Janeiro tem tido na difusão da cultura portuguesa no Brasil”, não deixando de enaltecer que, “desde 1979, se realiza nesta cidade brasileira um arraial minhoto que assumiu a designação de ‘Quinta de Santoinho’, recriando a experiência do ambiente e das tradições que se vivem na nossa casa, a Quinta de Santoinho, em Viana do Castelo. Não queremos ser apenas uma marca turística, por isso esta manifestação popular enche-nos de orgulho e nela continuaremos a colocar o melhor de nós”.

Valdemar Cunha relembrou os objetivos do seu pai, o empresário e filantropo António Cunha, com a criação da Fundação Santoinho: “foi criada para preservar um valioso património cultural e artístico recolhido no nosso Minho, recolha que se iniciou há mais de 50 anos. Uma coleção única de trajes regionais minhotos de século XIX, espigueiros, alfaias e viaturas de transporte coletivo e turismo do início do século XX. Neste momento, o nosso espólio reúne mais de 4000 peças”.

A Fundação Santoinho está ligada à organização do maior arraial minhoto do mundo, em Viana do Castelo: ‘Quinta de Santoinho’.