Muitos apelidam os jovens de hoje como a geração mais bem preparada de sempre devido ao facto de estes estarem a viver e a crescer numa era em que o desenvolvimento, quer a nível social, quer a nível tecnológico, cresce a níveis astronómicos. Dizem que o facto de terem um maior acesso a informação e a melhores condições de ensino do que muitos jovens em outros tempos faz com que estes sejam considerados uma geração qualificada e preparada para enfrentar novos desafios. Outros descrevem esta geração de “millennials” como preguiçosa, fazem planos irrealistas, são demasiado impacientes, são super consumistas e irresponsáveis, pondo de parte a visão mais otimista acima referida.

 

São muitas as visões que as pessoas, sendo elas jovens ou adultos, têm acerca desta nova geração e, no meu ponto de vista, penso que a resposta mais correta seria sempre um misto das duas perspetivas acima referidas, sendo que muitas das definições acima descritas não passam de estereótipos e, como todos os estereótipos, são errados.

 

Dizer que esta geração é mais bem preparada de sempre, utilizando argumentos como o atual sistema de ensino, torna-se um pouco antitético pois são visíveis as lacunas existentes no mesmo como o facto de ainda ser muito caro estudar ou como as cargas horárias serem mal distribuídas, quase que obrigando vários jovens a desistir de várias atividades extracurriculares das quais podiam criar carreiras. Também é verdade que muitos de nós não mostram interesse em assuntos bastante importantes como a política ou não mostram interesse em fazer algo que beneficie um todo como nas várias associações e isso reflete-se nos números de abstenção jovem ou no facto de que as associações juvenis ainda são poucas ou pequenas a nível de associados comparativamente ao número de jovens mas esses dados têm vindo a ser contrariados, mesmo existindo uma tão má imagem relativamente à política, muito fomentada pelos media, e isso ser uma grande variável na hora de voto e mesmo sendo os apoios a essas associações juvenis por vezes insuficientes ou mesmo elas não sendo ouvidas tantas vezes pelas entidades responsáveis pelas mesmas.

 

Somos diferentes, fazemos de bandeira novos valores, aprendemos com a história e, acima de tudo, não somos perfeitos. Posto isto, penso que o caminho será sempre na aposta dos mais jovens, na continuação da formação dos mesmos, na aposta contínua e melhorada de políticas de juventude, seja a nível concelhio como a nível nacional, que incentivem os jovens a sair de casa e a terem um papel ativo na sociedade para assim, termos jovens mais bem preparados, realizados e de que todos se possam orgulhar. O futuro é incerto, mas trabalha-se agora para atingirmos o sucesso.

 

by Francisco Martins